Os Descobrimentos Portugueses
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5:21 PM
May 20th, 2012

Mapa Mundi

Mapa Mundi

                                             Fig. 1 - Mapa Mundi.

Fontes Externas:

Fig. 1 - Mapa Mundi. [acedido em 20-05-2012]. Disponível em

http://tinyurl.com/72dvd5f

5:05 PM
May 20th, 2012

Portuguese Discoveries. 2010. Portuguese Discoveries [online]. [visto em 20-05-2012] proveniente da World Wide Web:<http://www.youtube.com/watch?v=eKHuMQjfs1k&feature=related>

4:55 PM
May 20th, 2012

Descobrimentos Portugueses. 2011. Conquistador [online]. [visto em 20-05-2012] proveniente da World Wide Web:<http://www.youtube.com/watch?v=WU7ED0v-mDU>

11:41 PM
May 19th, 2012

Novos Eixos da Circulação Mercantil

Nos últimos anos do século XV os portugueses percorreram a costa ocidental africana, chegaram à Índia dobrando o Cabo da Boa Esperança, e descobriram o Brasil.

No Pacífico, no decurso do século XVI, estenderam as suas viagens de descoberta até à China e ao Japão, pelo que deste modo a Europa passou a estar ligada por novos eixos de circulação mercantil, à África, ao Oriente e à América.

Uma grande variedade de produtos circulava por essas rotas, tais como, ouro africano, especiarias asiáticas, porcelanas e sedas chinesas, prata proveniente do Japão, pau-brasil da América do Sul, etc.

Quando essas mercadorias desembarcavam em Lisboa, uma parte era para consumo dos próprios portugueses e a outra era enviada para a feitoria de Flandres, que ficava encarregada da distribuição desses produtos por toda a Europa.

Deste modo, Portugal desempenhava assim o papel de intermediário


 Lisboa Século XVI

                                      Fig. 1 - Lisboa no Séc. XVI

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

Fontes Externas:

Fig. 1 – Lisboa no Séc. XVI [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://hgp-manuelino.webnode.pt/lisboa-sec-xvi-e-o-rei/

11:01 PM
May 19th, 2012

A Torre de Belém

No decurso do ano de 1516, D. Manuel manda edificar a Torre de Belém, de forma a fortificar a barra do Tejo com o intuito de defender a cidade de Lisboa, que na altura era considerada como a capital de um vasto império marítimo.

Originalmente a mesma é denominada de Torre de São Vicente de Saragoça, em homenagem ao Santo padroeiro da cidade, sendo utilizada sobretudo como masmorra para presos políticos durante o reinado de Filipe II de Espanha.

Pensa-se que o presumível autor deste magnífico edifício foi o arquiteto Francisco de Arruda, facto que ainda hoje não se encontra confirmado.

A Torre de Belém encontra-se situada na margem do rio Tejo, sendo constituída por dois corpos – um baluarte de secção poligonal e por uma torre de forma quadrangular (30,5 m x 12,5 m).

Esta consagra algumas tendências peculiares do estilo manuelino, como por exemplo, a sua decoração exterior, constituída por motivos alusivos a animais, vegetais, geométricos; escultura religiosa (São Miguel, São Vicente, Nossa Senhora); a cruz de Cristo, o escudo real, esferas armilares; motivos náuticos como cordas e nós etc, sendo que todos estes elementos se distribuem espaçadamente, não absorvendo completamente a estrutura do edifício.

Ao longo dos séculos esta foi alvo de várias reformas, sendo que talvez a mais relevante, tenha sido a do século XVIII, uma vez que privilegiou a parte do varandim, do baluarte, das ameias, do claustrim e o nicho da Virgem, que se encontra de frente para o rio Tejo.

 

                          Torre de Belém

                                          Fig. 1 - Torre de Belém

Referências:

Seleções do Reader’s Digest. (1985). Dicionário Enciclopédico da História de Portugal. (vol. I). Torre de Belém. [s.l.] Publicações Alfa, S.A.

Fontes Externas:

Fig. 1 – Torre de Belém. [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://historiaealgumacultura.blogspot.pt/2008/05/torre-de-belm.html

8:48 PM
May 19th, 2012

O Domínio do Oriente

Tendo em conta que se afigurava necessário a existência de uma espécie de governador que dirigisse superiormente os negócios referentes ao comércio no Oriente, em 1505, o rei D. Manuel cria o cargo de vice-rei, a que atribui poderes análogos aos seus.

D. Francisco de Almeida, é o primeiro a ser nomeado com tal prestigioso cargo, sendo que a sua ação vai ser exercida principalmente no mar (Oceano Índico), ao lutar contra os Muçulmanos para os expropriar do comércio.

Contudo, Afonso de Albuquerque, concebe um plano audacioso, na medida em que tenta dominar todos os estreitos e pontos estratégicos onde se exercia a influência do comércio.

Para tal, e uma vez que detinha o cargo de capitão-mor do mar da Arábia, e responsável pelas operações no Norte do Oceano Índico, em 1507 conquista Ormuz com o intuito de controlar o comércio e a navegação no Golfo Pérsico, sendo que em 1509, é nomeado vice-rei.

Em 1511 conquista Malaca, cidade que dominava o comércio e a navegação entre o Oceano Índico e o Oceano Pacífico, pelo que em 1513 tenta ocupar Adém, à entrada do Mar Vermelho, contudo sem sucesso, pois vê-se obrigado a retirar.

Na Índia conquista Goa, em 1510, onde centraliza o comércio e a estabelece como capital, de forma a governar mais facilmente toda a região.

Deste modo os Muçulmanos vêem-se impossibilitados de percorrer as suas antigas rotas comerciais, sendo que o domínio português estende-se progressivamente a todo o Oriente.

É formado então o denominado Império Português do Oriente, que durante um determinado tempo possibilitou a Portugal, ser detentor do controlo do comércio e da navegação em toda a vasta região do Oceano Índico, estendendo-se ainda para o Oceano Pacífico.

                      Afonso de Albuquerque

               Fig. 1 - Retrato de Afonso de Albuquerque (1453-1515).

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

Fontes Externas:

Fig. 1 – Retrato de Afonso de Albuquerque (1453-1515). [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_de_albuquerque

5:49 PM
May 19th, 2012

O Império do Oriente

Após a descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral ao chegar à Índia encontra as mesmas dificuldades sentidas por Vasco da Gama, pois os Muçulmanos, com o apoio dos italianos hostilizam os portugueses.

O comércio entre a Índia e a Europa era dominado pelos Muçulmanos, já há algum tempo, pelo que as especiarias e outros produtos de luxo comerciados na Índia, eram transportadas por estes até ao Mar Mediterrâneo, pelas rotas do Golfo Pérsico e, sobretudo do Mar Vermelho, sendo que posteriormente eram os italianos que as transportavam e as distribuíam pela Europa.

Contudo, os portugueses pretendiam dominar este rico comércio, utilizando uma nova rota – a Rota do Cabo, contornando África através da passagem do Cabo da Boa Esperança, ligando diretamente a Índia à Europa.

Tendo em conta que Pedro Álvares Cabral depressa se apercebe das poucas possibilidades que os portugueses detinham para conseguirem obter os seus intuitos, acaba recorrendo à força, ao bombardear a cidade de Calecute em dezembro de 1500.

A partir desta data, começaram a ir para a Índia poderosas armadas, das quais apenas uma parte dos navios regressava, carregados de especiarias, sendo que restantes mantinham-se no Oriente com o intuito de perseguir e eliminar os barcos muçulmanos.

                             Rota do Cabo

              Fig. 1 - Rota do Cabo, estabelecendo a ligação entre Lisboa e Calecute.

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

Fontes Externas:

Fig. 1 – Rota do Cabo [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://www.ribatejo.com/hp/base/cgi-bin/ficha_imagem.asp?cod_imagem=643

4:41 PM
May 19th, 2012

A Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500.

A Descoberta do Brasil em 1500

             Fig. 1 - A Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral

Fontes Externas:

Fig. 1 – A Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral .[acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://www.brasil.gov.br/linhadotempo/epocas/1500/descobrimento-do-brasil

4:39 PM
May 19th, 2012

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março (de 1500).

Sábado, 14, nos achámos entre as Canárias, e domingo. 22 do dito mês, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde.

E assim seguimos nosso caminho por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topámos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas.

E quarta-feira seguinte, pela manhã, topámos aves. Nesse dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra. Primeiramente de um monte muito alto; e de terra plana com grandes arvoredos. Ao monte pôs o capitão (Pedro Álvares Cabral) o nome de monte Pascoal e à terra, a Terra de Vera Cruz.

In carta escrita por Pedro Vaz de Caminha ao rei D. Manuel, A Descoberta do Brasil.  

 

Referências:                 

 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

2:49 PM
May 19th, 2012

A Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.

Após as viagens de Bartolomeu Dias e de Pêro da Covilhã, D. João II preparou uma armada com o intuito de descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Tanto D. João II como o seu sucessor, o rei D. Manuel, mandaram construir naus, que se diferenciavam pelas suas grandes dimensões em relação aos restantes barcos, sendo constituídas por velas quadrangulares, de forma a aproveitar melhor a força do vento.

Vasco da Gama, foi o comandante designado para dirigir a armada, pois para além do desempenho dessa função, o mesmo viajava na qualidade de embaixador do rei de Portugal, pelo que na Índia deveria estabelecer relações de amizade com os reis locais.

A armada acaba por partir em julho de 1497, já no reinado de D. Manuel I.

Até Cabo Verde segue o caminho normal, sendo que no Atlântico Sul afasta-se da Costa Africana, uma vez que se apresenta a necessidade de se desviar de ventos e correntes contrárias.

Após a dobragem do Cabo da Boa Esperança na altura do mês de dezembro, a armada só chega efetivamente à Índia (Calecute) em maio de 1498. Todavia, nessa cidade os portugueses encontram variadas dificuldades não sendo bem recebidos, pois na altura o comércio no Oceano Índico encontrava-se nas mãos dos Muçulmanos, que aquando a chegada do povo português, pressentiram que poderiam eventualmente perder o domínio do comércio.

Deste modo, Vasco da Gama é obrigado a regressar a Portugal, sem ter conseguido estabelecer relações de paz e de amizade com o rei de Calecute.

Contudo, a missão para a qual fora proposto, encontrava-se agora cumprida, o caminho marítimo para a Índia havia sido finalmente descoberto, pelo que o rei D. Manuel, celebrou com inúmeras manifestações de alegria, a chegada do seu embaixador.

A Partida de Vasco da Gama para a Índia

               Fig. 1 - A Partida da Armada de Vasco da Gama para a Índia.  

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

Fontes Externas:

Fig. 1 – A Partida da Armada de Vasco da Gama para a Índia em 1497. [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://www.flickriver.com/photos/emoitas/2290123010/

2:34 PM
May 19th, 2012

O Velho do Restelo

De acordo com o Canto IV, da obra de Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas. O Velho do Restelo simboliza os indivíduos que se evidenciam como pessimistas, conservadores e os reacionários que não acreditavam no sucesso da epopeia dos descobrimentos portugueses.

O Velho do Restelo retrata a primeira expedição para a Índia, advertindo acerca da odisseia que estaria prestes a acontecer:

94

Mas um velho, de aspecto venerando,

Que ficava nas praias, entre a gente,

Postos em nós os olhos, meneando

Três vezes a cabeça, descontente,

A voz pesada um pouco alevantando,

Que nós no mar ouvimos claramente,

C’um saber só de experiências feito,

Tais palavras tirou do experto peito:

95

- “Ó glória de mandar! Ó vã cobiça

Desta vaidade, a quem chamamos Fama!

Ó fraudulento gosto, que se atiça

C’uma aura popular, que honra se chama!

Que castigo tamanho e que justiça

Fazes no peito vão que muito te ama!

Que mortes, que perigos, que tormentas,

Que crueldades neles experimentas!

96

- “Dura inquietação d’alma e da vida,

Fonte de desamparos e adultérios,

Sagaz consumidora conhecida

De fazendas, de reinos e de impérios:

Chamam-te ilustre, chamam-te subida,

Sendo dina de infames vitupérios;

Chamam-te Fama e Glória soberana,

Nomes com quem se o povo néscio engana!

97

- “A que novos desastres determinas

De levar estes reinos e esta gente?

Que perigos, que mortes lhe destinas

Debaixo dalgum nome preminente?

Que promessas de reinos, e de minas

D’ouro, que lhe farás tão facilmente?

Que famas lhe prometerás? que histórias?

Que triunfos, que palmas, que vitórias?

In Os Lusíadas, Canto IV, 94-97, Luís Vaz de Camões.

       http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0d/Os_Lus%C3%ADadas.jpg/250px-Os_Lus%C3%ADadas.jpg

               Fig. 1 - Frontispício da 1.ª Edição d’ Os Lusíadas (1572).

Actualmente, a expressão «Velho do Restelo» representa o conservadorismo.
No momento em que as naus se fazem às águas, eleva-se a voz de um respeitável velho que sobressai de entre todas as que se tinham feito ouvir até então. Ela representa todos aqueles que se opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa no Norte de África.

Se as palavras enunciadas pelas mães e esposas representam a reacção emocional à aventura em apreço, o discurso do velho expressa uma posição racional, como resultado de bom senso da experiência (“tais palavras tirou do experto peito”) e do sentido das vozes anónimas que se encontram efetivamente ligadas ao cultivo da terra, principalmente no norte do país, defensoras de uma política de fixação oposta a uma política de expansão com adeptos mais a sul.

Vasco da Gama representa um homem que se encontra sempre insatisfeito, mostrando-se disposto a enfrentar os mais difíceis obstáculos e a comportar os mais duros sacrifícios para conseguir o alcançar o seu objectivo. Embora detendo a consciência da lógica, da verdade e sensatez das palavras do Velho do Restelo, da condenação moral da empresa, não podia de facto escutar as suas palavras, porque comportava dentro de si um incentivo maior e mais forte, sob a forma de um dever que deveria cumprir, imposto pelo rei e pela pátria.

Contudo, as palavras pessimistas do velho acabam por colocar em evidência o heroísmo daqueles homens.

Podemos afirmar que existe uma contradição entre o discurso pacifista do velho e a épica glorificação dos heróis e dos seus feitos de armas. A personagem encarnada seria a de um porta-voz da ideologia característica da formação humorística de Camões.

  • O Velho do Restelo é o próprio Camões erguendo-se acima do encadeamento histórico e medindo à luz os valores do humanismo. Ele é o humanista que torna a palavra, humanista para quem os acontecimentos que lhe servem de tema constituem apenas o material para um poema e que reserva constantemente a sua liberdade de juízo



                         Retrato de Luís Vaz de Camões

                       Fig. 2 - Retrato de Luís Vaz de Camões (1524-1580).

Referências:

Wikipédia, a enciclopédia livre. O Velho do Restelo [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Velho_do_Restelo

Fontes Externas:

Fig. 1 – Frontispício da 1.ª Edição d’ Os Lusíadas. [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Vaz_de_Cam%C3%B5es

Fig. 2 – Retrato de Luís Vaz de Camões (1524-1580). [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Vaz_de_Cam%C3%B5es

1:03 PM
May 19th, 2012

Partimos do Restelo num sábado eram 8 de julho de 1497. Chegámos ao sábado seguinte à vista das Canárias e fizemos o caminho de Cabo Verde … E passámos o dito Cabo da Boa Esperança … E em este dia à tarde (20 de maio) fomos pousar abaixo desta cidade de Calecute duas léguas.

E vieram de terra até nós quatro barcos, os quais vinham saber que gente éramos.

O capitão-mor mandou a el-rei de Calecute dois homens, pelos quais mandou dizer que um embaixador do rei de Portugal estava ali e que trazia cartas dele. E ao outro dia foi o capitão-mor falar a el-rei.

Uma quarta-feira, que foram 29 dias do mês de Agosto, visto que já tínhamos achado e descoberto o que vínhamos buscar, assim de especiarias como de pedras preciosas, e como não podíamos acabar de nos despedir com paz e como amigos da gentem, houve por conselho o capitão-mor e os capitães de nos partimos caminho de Portugal.

Álvaro Velho, Roteiro da Viagem de Vasco da Gama

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

12:45 PM
May 19th, 2012

O Tratado de Tordesilhas

Um navegador italiano que vivia em Portugal, de nome Cristóvão Colombo, sabendo que D. João II pretendia descobrir o caminho marítimo para a Índia, efetuou ao monarca uma proposta diferente, chegar à Índia navegando por ocidente. Contudo e apesar de na altura já se ter conhecimento de que a terra era redonda, D. João II ao consultar os seus cosmógrafos, não aceita esta proposta.

Após a recusa de D. João II, Cristóvão Colombo, parte para Espanha e apresenta a sua proposta, aos reis de Castela e Aragão, que aceitam a dita preparando-lhe uma armada.

Em Agosto de 1492, o navegador parte do sul de Espanha, navega até às Canárias dirigindo-se posteriormente para ocidente.

Passados dois meses no mar, e ao avistar terra julga ter chegado à tão desejada Índia, todavia e sem o saber, Colombo descobre um novo Continente – a América, sendo que o mesmo durante algum tempo ficou conhecido como Índias Ocidentais, pelo que os seus habitantes foram designados de “Índios”.

Ao regressar, Cristóvão passa primeiro por Lisboa e comunica a D. João II a notícia da sua descoberta. Todavia, e uma vez que o monarca não acredita de facto que este pudesse ter chegado à Índia, pede-lhe para localizar essas terras descobertas.

Com base no Tratado das Alcáçovas, D. João II reclama a posse dessas terras para Portugal, uma vez que se situavam a sul das ilhas Canárias.

É nesta altura que surge um grave problema entre Portugal e Espanha, pelo que Sua Santidade tenta resolvê-lo, ao dividir o mundo em duas partes através de uma linha imaginária que passava 100 léguas a ocidente do arquipélago de Cabo Verde.

Contudo, o monarca português não concorda com esta divisão, chegando posteriormente a um acordo com Espanha, através da assinatura do Tratado de Tordesilhas, sendo que apesar do mundo se encontrar à mesma dividido em duas partes, a linha divisória passa agora a cerca de 370 léguas a ocidente das ilhas de Cabo Verde.

Tratado de Tordesilhas

                                   Fig. 1 - Tratado de Tordesilhas.

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

Fontes Externas:

Fig. 1 - Tratado de Tordesilhas. [acedido em 19-05-2012]. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Tordesilhas

12:37 PM
May 19th, 2012

Na vila de Tordesilhas a 7 de junho de 1494.

Que se faça pelo Mar oceano uma linha de Pólo a Pólo a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde para poente e o que daqui em diante se achar e descobrir que o dito Senhor Rei de Portugal e por seus navios fique pertencendo ao dito Senhor Rei de Portugal.
E o que para ocidente dessa linha se achar e se descobrir fique pertença dos Senhores Rei e Rainha de Castela e Aragão (Espanha).

Referências:                 

 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

 

11:51 AM
May 19th, 2012

El-rei (D. João II) falou em grande segredo dizendo que esperava dele (Pêro da Covilhã) um grande serviço; o qual serviço era que ele e outro companheiro, Afonso de Paiva, lhe haverem de saber onde acham a canela e as outras especiarias que daquelas partes iam a Veneza por terras de Mouros.

E partindo a 7 de maio de 1487 foram ter a Barcelona e dali a Nápoles. E por passarem como mercadores compraram muito mel e outras mercadorias e se foram ao Cairo. Afonso de Paiva foi para a Etiópia e Pêro da Covilhã para a Índia. E foi a Calecute e a Goa e a Ormuz e a Sofala e tornou ao Cairo.

E logo aí (Pêro da Covilhã) escreveu como tinha descoberto a canela e a pimenta na cidade de Calecute e que o cravo vinha de fora, mas que tudo ali havia. E que se poderia bem navegar vindo à costa de Sofala e dali à costa de Calecute.

Pe. Francisco Álvares, Verdadeira Informação das Terras do Preste João.

Referências:                 

Ramos, J., Silva, R. (1987). História de Portugal 6.º Ano. Lisboa: Porto Editora.

 




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